quinta-feira, 29 de maio de 2008

Exposição "A Matemática e a Arte"


Oferta dos alunos do 5ºA



Os alunos da turma A do 5º ano participaram no concurso de desenho infantil "Em nome da Terra", promovido pela OVIBEJA.
Todos ganharam diplomas de participação, tapetes de "rato" e um "passarinho" de barro.
Foi também enviado um livro um livro de fotografias da OVIBEJA que os alunos ofereceram à BE/CRE, numa pequena cerimónia.
Os alunos do 5ºA

terça-feira, 20 de maio de 2008

Poemas da Mentira e da Verdade

Os alunos das Turmas turmas A e B do 5ºano trabalharam a obra Poemas da Mentira e da Verdade de Luísa Ducla Soares.
No dia 14 de Maio, apresentaram os seus trabalhos na BE/CRE.
Estas actividades foram realizadas no âmbito do Plano Nacional de Leitura.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

A frase do mês de Maio

“O génio é composto por 2% de talento e 98% de perseverante aplicação.”
Ludwig Van Beethoven
Alunos de EMRC - 7ºA

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Há pequenos artistas entre nós...



Depois de verem a exposição de Cristina Malaquias, os meninos da sala B do Pré-Escolar decidiram mostrar os seus dotes artísticos.Parabéns aos pequenos pintores!!

Nota: Lamentamos o facto de, por motivos meramente técnicos, não ter sido possível incluir 3 trabalhos no slide. Pedimos desculpa aos seus autores.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

E os vencedores são...

Os vencedores do concurso A página perdida foram Diogo Chaves do 5º A e Madalela Barreiros do 5º B.
Parabéns!!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Exposição de aguarelas de Cristina Malaquias





Entre os dias 28 de Abril e 2 de Maio, esteve, na nossa escola, a exposição de Cristina Malaquias, ilustradora de algumas obras de António Torrado. A comunidade escolar teve a oportunidade de apreciar algumas aguarelas da artista e de ler as histórias de António Torrado, que se podem encontrar em http://www.historiadodia.pt/ . Este projecto é promovido pela Associação de Profissionais de Educação do Norte Alentejo, em parceria com o escritor António Torrado. Neste endereço é possível ler uma história diferente todos os dias, ilustrada por Cristina Malaquias.

O 25 de Abril visto pelos alunos das turmas A e B do 6.º Ano

Além da exposição «João Apolinário, poeta-cronista do seu tempo» (poeta, jornalista e anti-fascista), a BE/CRE e os alunos do 6º ano A e B homenagearam os Capitães de Abril, com duas apresentações em PowerPoint sobre o Salazarismo e A Revolução de 25 de Abril de 1974.
Estas apresentações decorreram no dia 28 de Abril, no átrio de acesso à biblioteca.
Parabéns aos alunos destas turmas e à professora Maria Luiza Vasconcellos pelo excelente trabalho!

Exposição «João Apolinário, poeta-cronista do seu tempo»



Também para assinalar o Dia Mundial/Internacional do Livro, foi inaugurada a exposição "João Apolinário, poeta-cronista do seu tempo". Esta exposição, que foi visitada por alunos de todos os níveis de ensino, mostrava poemas, livros e fotos deste poeta, ensaísta e jornalista anti-fascista.



A Luta Necessária

É preciso avisar toda a gente
Dar notícia informar prevenir
Que por cada flor estrangulada
Há milhões de sementes a florir

É preciso avisar toda a gente
Segredar a palavra e a senha
Engrossando a verdade corrente
De uma força que nada detenha

É preciso avisar toda a gente
Que há fogo no meio da floresta
E que os mortos apontam em frente
O caminho da esperança que resta

É preciso avisar toda a gente
Transmitir este morse de dores
É preciso imperioso e urgente
Mais flores mais flores mais flores

João Apolinário
In Morse de Sangue
Porto
1955

Dia Internacional do Livro



Ler, ler mais, sempre mais...
Entrar num livro e lutar contra os moinhos; mergulhar noutro e desbravar a selva amazónica; pegar noutro e passear pelo bazar e ruas de Istambul; escolher outro e relembrar os dilemas e as incertezas da adolescência...
É tudo isto (e muito mais!) que podemos encontrar nos livros.
Por isso, no Dia Mundial/Internacional do Livro que se comemora a 23 de Abril, a BE/CRE propôs estas leituras. Leituras de outras terras,outras cores, cheiros e sabores...

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Entre o Cartaz e a Parede...

Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso! E eu vos direi no entanto
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
(E conversamos toda a noite..).

Miguel Torga, in A Criação do Mundo – O Quarto Dia

Poema dedicado aos alunos do 7º A e B que, pacientemente, me ouviram pregar sobre Pedro e “A Estrela”.
















- Mais para cima! Naaão!, prá direita!!!!!
E eu, empoleirado numa cadeira que me dava vertigens – sempre fui pouco dado a alturas, mesmo às mais diminutas! - de costas voltadas e nariz colado na parede, com os braços dormentes a pedirem piedade, continuava a seguir as indicações da professora Fernanda:
- Já está? – balbuciei, quase num tom de quem está para desfalecer.
- Ó Gilberto, agora deixaste descair demais. Sobe, sobe... assim, aí mesmo! Aí é que é! Ai essa tua falta de jeito! Francamente! Vá, não te mexas agora. Nem penses em baixar os braços!
Com a mesma postura de um assaltante apanhado em flagrante pela polícia, esperei que a professora Fernanda, numa rapidez demorada, sentenciasse com um pin o último cartaz, crucificando-o em definitivo, qual soldado romano.
- Olha, está ali um trabalho com a vida e obra de Miguel Torga; adoro Torga ! – revelou a Fernanda.
- Curioso, – disse eu - também é um dos meus poetas preferidos! Estou surpreendido que também gostes!
- Pois fica sabendo que aprecio muito a poesia de Miguel Torga. Tem palavras de grande beleza! Ficam-me na alma as frases simples e intensas que tem sobre a terra e o sentido que procura para a vida. Parece que faz parte de todas as coisas, entrando nelas. Mas também gosto do Diário e da Criação do Mundo – respondeu a minha colega. E sem que eu tivesse tempo para intervir, a minha colega fez questão de deixar claro que aprovava totalmente que um dos alunos se tivesse lembrado do poeta transmontano. Que Torga andava meio esquecido e a sua escrita mal aplaudida, lá isso andava!!! Eu também estava perfeitamente de acordo! Na verdade, a Literatura não deveria ser vista como uma mera passagem de modelos.
- Pois, as modas também chegam à literatura. Algumas pessoas, às vezes, quando pegam em alguma coisa para ler, procuram o “chique” e o que está na berra. Só porque fica bem andar a ler o autor X ou Y. – lamentei.
- Olha lá, tu é que podias dar Miguel Torga na unidade do texto poético! – atirou, sem hesitar, a Fernanda.
- Boa, a poesia vai ser a matéria que se segue; talvez peça aos miúdos que declamem uns poemas dele! – disse eu, já a tentar fermentar ideias.
- E podíamos...
<<<>>... a nossa “amiga” campainha tornou a ditar a sua lei, de forma irritante, e não deixou que se ouvisse a frase que a professora Fernanda tinha guardada. Aposto que lhe ia sair algo mais da manga.
Mas nem tudo se perdeu: desta vez não houve correrias, barulhos ou voragem. Nem mesmo leites achocolatados interrompidos, ou bolos deliciosos a serem mastigados, a caminho do seu destino. Pelo contrário, dirigimo-nos os dois calmamente para as salas, certamente a pensar que Miguel Torga, desta vez, não ficaria só na exposição dos cartazes de autores do sétimo A.
- Até logo, Gil!
- Xauzinho, Fernanda. Boa aula!
Professor Gilberto Rocha