quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Balada da neve
Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.
É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho…
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho…
Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.
Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria…
. Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria…
. Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!
Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho…
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho…
Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança…
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança…
E descalcinhos, doridos…
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!…
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!…
Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!…
Porque padecem assim?!…
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!…
Porque padecem assim?!…
E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
e cai no meu coração.
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
e cai no meu coração.
Augusto Gil
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
2ª eliminatória do Concurso "Leitores sonhadores"
| Vladimir Kosubash, 3º A. Apurado para a final. |
| Leonor Magro, 3º A. |
| Lívia Remédios, 4º A. |
| Pedro Borba, 4º B. |
| David Conchinha, 4º B. |
| Leonor Serafim, 4º A. Apurada para a final. |
| Júri para o 3º, 4º e 5º anos. |
Os alunos apurados na 1ª eliminatória deslocaram-se à BE da escola sede e leram com muita correção e expressividade os textos e os poemas selecionados.
No entanto, só poderá estar presente na final um aluno de cada ano . Assim sendo, ficaram apurados os seguintes alunos:
Do 3º ano, Vladimir Kosubash;
Do 4º ano, Leonor Serafim;
Do 5º ano, Manuel Serpa Soares;
Do 6º ano, Tiago Canário.
Do 6º ano, Tiago Canário.
Muitos parabéns a todos os concorrentes e votos de boa sorte para os nossos embaixadores na grande final de Portalegre, no dia 15 de março!
| Margarida Garcia, 5º B. |
| Martim Oliveira, 5º B. |
| Manuel Serpa Soares, 5º B. Apurado para a final. |
| Margarida Vermelho, 6º A. |
| Rúben Carapeto, 6º A. |
| Tiago Canário, 6º B. Apurado para a final. |
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Dia de S. Valentim III
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Dia de S. Valentim II
Durante todo o Dia de S.Valentim, os alunos foram convidados a escrever cartas, poemas
ou mensagens de amor/amizade e colocaram-nas no marco do correio, que estava no átrio da biblioteca.
No final do dia, todas
essas mensagens foram entregues aos seus destinatários.
| Escrevendo... |
| ...mensagens. |
| O entusiasmo no momento de as receber... |
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Dia de S. Valentim I
A BE lançou o desafio e o Departamento de Línguas correspondeu - os alunos dos 2º e 3º ciclos escreveram frases alusivas ao amor, em Português, Inglês e Espanhol. O resultado pode ser apreciado no átrio da biblioteca.
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