quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O poema de Outubro

E tudo era possível

Na minha juventude antes de ter saído
Da casa de meus pais disposto a viajar
Eu conhecia já o rebentar do mar
Das páginas dos livros que já tinha lido

Chegava o mês de Maio era tudo florido
O rolo das manhãs punha-se a circular
E era só ouvir o sonhador falar
Da vida como se ela houvesse acontecido

E tudo se passava numa outra vida
E havia para as coisas sempre uma saída
Quando foi isso? Eu próprio não o sei dizer

Só sei que tinha o poder de uma criança
Entre as coisas e mim havia vizinhança
E tudo era possível e era só querer

Ruy Bello

Frase do mês de Outubro

“A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original.”
Albert Einstein
Actividades de Animação da BE/CRE
Departamento de Ciências Sociais e Humanas
E.M.R.C. - 6ºA e B

Dia Europeu Sem Carros

No dia 21 de Setembro, Dia Europeu Sem Carros, os alunos das turmas A e B, do Pré-Escolar do nosso Agrupamento deslocaram-se à nossa biblioteca. Estiveram a ver um pequeno vídeo que pode ser visto em http://www.umdiasemcarros.org/ e depois conversaram sobre o tema.
Aqui ficam algumas das suas reflexões:
"Se não houvesse carros, vivíamos com ar puro, com boa respiração." (Gustavo, 5anos)
"No filme diziam para não andar de carro, porque estavam a poluir a cidade. É melhor utilizar os transportes públicos." (Duarte, 5 anos)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Gripe A

O novo ano lectivo chegou, com uma nova preocupação - a Gripe A.

Aqui estão algumas sugestões da Turma da Mónica para evitá-la:

http://www.youtube.com/watch?v=LiqAPwlgXIk&NR=1

A FRASE DO MÊS SETEMBRO DE 2009

“Algo só é impossível até que alguém duvide e acabe provando o contrário”
Albert Einstein

A Outra Margem - Trovante

De volta à escola... com poesia e uma reportagem

Setembro chegou!
É tempo de voltar à escola e de rever os colegas, professores e funcionários, enfim, de retomar velhos hábitos...
A BE/CRE dá as boas-vindas com poesia.

Outra margem


E com um búzio nos olhos claros
Vinham do cais, da outra margem
Vinham do campo e da cidade
Qual a canção? Qual a viagem?

Vinham p’rá escola. Que desejavam?
De face suja, iluminada?
Traziam sonhos e pesadelos.
Eram a noite e a madrugada.

Vinham sozinhos com o seu destino.
Ali chegavam. Ali estavam.
Eram já velhos? Eram meninos?
Vinham p’rá escola. O que esperavam?

Vinham de longe. Vinham sozinhos.
Lá da planície. Lá da cidade.
Das casas pobres. Dos bairros tristes.
Vinham p’rá escola: a novidade.

E com uma estrela na mão direita
E os olhos grandes e voz macia
Ali chegaram para aprender
O sonho a vida a poesia.

Maria Rosa Colaço
(Musicado por Trovante, no álbum Baile no Bosque, 1981)

Regresso às Aulas
Reportagem de Leonor Andrade e Simone Gorny (Clube de Jornalismo)

Adeus praia, adeus relax, adeus amores de verão. Olá escola!
Depois de umas longas férias, este agrupamento voltou a abrir os seus portões a alunos, professores, funcionários e pais/encarregados de educação. Repete-se o vaivém das chegadas para mais um dia de convívio e trabalho e da partida, ao final da tarde, para casa e esta movimentação rotineira só termina em Junho, aquando do término do ano lectivo. Os estados de espírito, perante mais um ano lectivo, oscilam entre o desânimo e o entusiasmo.
“Achei o regresso às aulas fixe, por voltar a estar com os meus amigos” afirmou Rodrigo Rouqueiro, salientando a escola como um local, por excelência, de encontro e de amizade. Mas deixar o ritmo a que nos habituámos durante dois meses pode ser complicado, como testemunhou o aluno André Abrantes “No princípio foi um bocado difícil, mas depois habituei-me à escola.”
Sim, é necessário interiorizar que, a partir de meados do mês de Setembro, grande parte do dia está sujeito ao toque da campainha.
Para a funcionária Lucinda Soares, que tem a escola como local onde exerce a sua profissão, “é sempre bom voltar de férias e voltar a trabalhar!”
O entusiasmo pode ser relativo, consoante as expectativas e experiências: a professora Justina Coutinho encarou o retomar do trabalho com um misto de alegria e tristeza. Alegria por voltar a trabalhar com bons profissionais e alunos tranquilos e dóceis; tristeza por continuar a estar a muitos quilómetros de sua casa.
O professor Joaquim Loução ficou “muito entusiasmado com o regresso às aulas, porque, em princípio, seria o último na sua carreira profissional“.
Para uns é bom regressar, para outros mau e para os restantes assim-assim… a verdade é que as aulas voltaram e com elas o trabalho, os TPC’s, os testes e a rotina de madrugar.
Por isso, nada de queixumes e mãos à obra!